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Relações com Investidores

Política de gerenciamento integrado de riscos corporativos, controles internos e compliance

 

 

Título:    GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RISCOS CORPORATIVOS, CONTROLES INTERNOS E COMPLIANCE   

Código:    PLT_019 VPE:    Dir. Gestão de Riscos e Compliance    

Versão:    01

Data da revisão:    20/04/2017

 

Histórico de Revisões

Versão: 01

Data de Revisão: 20/04/2017    

Histórico: Elaboração do Documento.

Esta política substitui a antiga PLT_007 Gestão de Riscos Corporativos.

 

Índice

 

I.     Objetivo. 3

II.    Abrangência. 3

III.   Documentação Complementar 1

IV.   Conceitos e Siglas 2

V.    Responsabilidades 5

VI.   Diretrizes 6

IX.   Disposições Gerais 6

 

Objetivo

Este documento tem por objetivo estabelecer as diretrizes básicas e responsabilidades associadas ao gerenciamento dos Riscos Corporativos, Controles Internos e Compliance da Cielo, observando as regulamentações aplicáveis e as melhores práticas de mercado.

Abrangência

Todos os administradores (diretores, membros do Conselho de Administração e Comitês) e colaboradores da Cielo S.A.

Documentação Complementar

Circular BACEN n° 3681/13.

Circular BACEN nº 3.547/11.

Resolução BACEN nº 4.327/14.

COSO ERM - Integrated Framework

COBIT – ITGI - Control Objectives for Information and Related Technology

Conceitos e Siglas

Apetite ao risco: Nível de risco que a Companhia se propõe a assumir na busca e realização da sua estratégia.

Risco: A possibilidade de que um evento ocorra e afete desfavoravelmente a realização dos objetivos da Companhia.

Risco de Crédito: Risco da contraparte não honrar com as suas obrigações relativas a um instrumento financeiro ou contrato, podendo gerar perdas financeiras para a Companhia.

Risco de Liquidez: É a possibilidade da Companhia não saldar as obrigações associadas aos seus passivos financeiros nos prazos acordados, em razão de descasamentos do seu fluxo de caixa, podendo gerar perdas financeiras para a Companhia.

Risco de Mercado: Possibilidade de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas pela Companhia, incluindo os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros e outros indicadores.

Risco de Reputação: Risco decorrente de percepção negativa sobre a Companhia por parte de clientes, contrapartes, acionistas, investidores ou supervisores.

Risco Estratégico: Risco decorrente de mudanças adversas no ambiente de negócios ou de utilização de premissas inadequadas na tomada de decisão.

Risco Inerente: Risco ao qual a Companhia está suscetível, independentemente de seu ambiente de controles internos.

Risco Operacional: Consiste na possibilidade de ocorrência de perdas resultantes dos seguintes eventos:

Falhas na proteção e na segurança de dados sensíveis relacionados tanto às credenciais dos usuários finais quanto a outras informações trocadas com o objetivo de efetuar transações de pagamento;

Falhas na identificação e autenticação do usuário final;

Falhas na autorização das transações de pagamento;

Fraudes internas;

Fraudes externas;

Demandas trabalhistas e segurança deficiente do local de trabalho;

Práticas inadequadas relativas a usuários finais, produtos e serviços de pagamento;

Danos a ativos físicos próprios ou em uso pela Companhia;

Ocorrências que acarretem a interrupção das atividades da Companhia ou a descontinuidade dos serviços de pagamento prestados;

Falhas em sistemas de tecnologia da informação; e

Falhas na execução, cumprimento de prazos e gerenciamento das atividades envolvidas em arranjos de pagamento.

Risco Residual: Risco ao qual a Companhia está suscetível, considerando a avaliação de seu ambiente de controles internos.

Risco Socioambiental: Possibilidade de perdas pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil decorrente de danos socioambientais.

Responsabilidades

A Cielo adota o conceito das 3 (três) linhas de defesa para operacionalizar sua estrutura de gerenciamento de Riscos Corporativos, Controles Internos e Compliance, de forma a assegurar o cumprimento das diretrizes definidas.

1ª linha de defesa: É representada por todos os gestores das áreas de negócio e suporte, os quais devem assegurar a efetiva gestão de riscos dentro do escopo das suas responsabilidades organizacionais diretas.

Gerir os riscos e controles dos processos de sua atribuição e das atividades terceirizadas relevantes sob sua coordenação, por meio de abordagens preventivas e detectivas;

Implementar ações para mitigação e/ou monitoramento dos riscos;

Comunicar prontamente à Diretoria de Gestão de Riscos e Compliance sempre que identificar riscos potenciais não previstos no desenvolvimento das atividades de controle ou alterações em relação às normas e regulamentações vigentes;

Avaliar as normas externas e internas e verificar o impacto que estas podem ter nos seus processos e procedimentos e a necessidade de planos de ação para garantir sua aderência;

Definir e implantar os planos de ação para endereçamento dos apontamentos efetuados pelas Auditorias, Reguladores e Riscos e Compliance;

2° linha de defesa: É responsável pelo apoio à 1° linha de defesa no gerenciamento dos riscos corporativos e é representada pela Diretoria de Gestão de Riscos e Compliance – estrutura com atuação consultiva junto às áreas executivas, porém com avaliação e reporte independentes sobre o gerenciamento dos riscos e ambiente de controle da Cielo.

Coordenar as atividades de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance junto às áreas de negócio e suporte, sendo independente no exercício de suas funções;

Desenvolver e disponibilizar as metodologias, ferramentas, sistemas, infraestrutura e governança necessários para suportar o gerenciamento de Riscos Corporativos, Controles Internos e Compliance nas atividades da Cielo;

Apoiar a primeira linha de defesa na implementação de práticas eficazes de gestão dos riscos corporativos;

Certificar a eficiência e a eficácia do ambiente de controle da primeira linha de defesa, através de monitoramento e testes de controles;

Assegurar a governança dos temas de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance, por meio de reporte periódico nos fóruns competentes;

Acompanhar o endereçamento dos apontamentos efetuados pelas Auditorias e Reguladores;

Coordenar as atividades de gestão de crises e de elaboração e aplicação dos planos de continuidade de negócios;

Atuar em conjunto com outras áreas de suporte da organização que, dentre suas atribuições, também possuem atividades de segunda linha de defesa, como: prevenção a fraudes, segurança da informação, sustentabilidade e jurídico, dentre outras.

 

3° linha de defesa: É representada pela Auditoria Interna, e tem como objetivo fornecer opiniões independentes a Alta Administração, por meio do Comitê de Auditoria, sobre o processo de gerenciamento de riscos, a efetividade dos controles internos e a governança corporativa.

Auditoria Externa:

Avaliar a qualidade e adequação do sistema de controles internos, inclusive sistemas de processamento eletrônico de dados e de gerenciamento de riscos;

Reportar o descumprimento de dispositivos legais e regulamentares que tenham ou possam vir a ter reflexos relevantes nas demonstrações contábeis ou nas operações da Companhia.

Diretoria Executiva:

Revisar a política de gerenciamento de riscos e submeter à aprovação do Conselho de Administração;

Propor ao Conselho de Administração o nível de apetite ao risco da Companhia;

Aprovar a metodologia a ser utilizada para condução do processo de gerenciamento dos riscos corporativos;

Acompanhar de forma periódica a gestão de riscos com o objetivo de garantir sua eficácia e o cumprimento de seus objetivos.

Conselho de Administração:

Aprovar e revisar periodicamente as diretrizes, estratégias e políticas referentes ao gerenciamento de riscos da Companhia;

Definir o nível de apetite ao risco na condução dos negócios;

Assegurar a aderência da Companhia às políticas e às estratégias de gerenciamento de riscos;

Autorizar, quando necessário, exceções às políticas e aos procedimentos;

Promover a disseminação da cultura de gerenciamento de riscos na Companhia;

Assegurar recursos adequados e suficientes para o exercício das atividades de gerenciamento de riscos de forma independente, objetiva e efetiva.

Diretrizes

Adotar estrutura e processo estruturado de gerenciamento de riscos compatíveis com a natureza das atividades da Companhia e a complexidade dos produtos e serviços oferecidos, tendo por objetivo identificar, avaliar, responder, monitorar e reportar os principais riscos incorridos.

Contar com uma metodologia reconhecida pela empresa e pelo mercado, para atender também as exigências de agentes externos e órgãos reguladores e fiscalizadores.

Identificar e manter atualizada a relação dos principais riscos corporativos aos quais a Companhia está exposta.

Avaliar continuamente cada risco quanto aos aspectos de impacto e vulnerabilidade do ambiente de controle, de forma a permitir sua priorização para fins de tratamento.

Definir o tipo de tratamento a ser adotado para cada risco (exemplos: evitar, mitigar, compartilhar ou aceitar) a partir do grau de apetite ao risco da empresa.

Disseminar a cultura de Gestão de Riscos, Controles Internos e Compliance na Cielo, através da manutenção de um programa de capacitação dos colaboradores.

Acompanhar as modificações no ambiente regulatório, incluindo as regras estabelecidas pelas Bandeiras, garantindo a conformidade dos produtos e processos às normas internas e externas vigentes.

Disposições Gerais

É competência do Conselho de Administração da Companhia alterar esta Política sempre que se fizer necessário.

 

Esta Política entra em vigor na data de sua aprovação pelo Conselho de Administração e revoga quaisquer normas e procedimentos em contrário.

Barueri, 11 de maio de 2017.

Cielo S.A.

(Política de Gerenciamento de Riscos Corporativos aprovada em Reunião do Conselho de Administração da Cielo S.A. em 11 de maio de 2017)